Sorriu o dia inteiro e a noite desabou.
(Source: memoriasinesqueciveis)
Provavelmente eu me perdi entre aquele corte no canto direito do meu pulso ou numa dose qualquer de wisky, ou seja lá o que for que eu estava bebendo. Talvez tenha me perdido porque quis, ou me perdi por não aguentar mais conviver com o meu ser que tinha se tornado tão estranho perante os meus olhos. Algo gritava dentro de mim, porém havia tantos outros gritos em minha cabeça que eu fui incapaz de ouvir e creio eu, que hoje é que eu pago por este ato de calar esse grito, ou talvez seja a falta de ação e de capacidade em entender o que estava me ocorrendo naquele devido momento, talvez eu devesse ter escutado aquele grito onde uma voz tão aguda gritava dando ênfase em todas as palavras: “não continue, não foi sua culpa, olhe para si mesmo, veja o que se tornou”, mas era apenas mais um grito, que naquele momento parecia só mais uma voz no meio de todas as outras que me puniam por algo que eu nem ao menos entendia ou sabia por quê. Às vezes penso no que me levou a fazer tudo isso, o que me levou a ser o que eu sou agora? Ou o que eu fui há quatro meses? Será que foi o amor desprovido de retorno recíproco de seu ato mal pensado ou foi à desilusão sofrida ao descobrir que o mundo não era e nunca foi o mar de rosas que foi criado em minha mente desde pequeno. Não sei na realidade, sei que me perdi e não vejo como voltar e nem quero, tantas coisas feitas, tantas palavras ditas, tantas lágrimas derramadas e tantos cortes abertos. Sei que me perdi e pelo visto, só sei que sei disso.
-Fabricio
Clarissa Corrêa. (via reencontrar)
(Source: p-l-e-n-i-t-u-d-e)
(Clarice Lispector)
(Source: h-ey-there-delilah)
